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GIGOT

Gigot, de Gene Kelly, 1962, 104min
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0056017/

Este foi mais um filme que vi em minha infância na sessão da tarde e que me marcou muito pelo ar decrépito e melancólico. A descrição do filme foi traduzida por mim de parte da Wikipédia Inglesa.

Gigot é um francês mudo que mora no bairro Montmartre de Paris, em 1920. Ele leva uma vida simplória como faxineiro vivendo em um apartamento no prédio de sua senhoria. Embora tratado com condescendência pela maioria de seus vizinhos (sendo muitas vezes alvo de piadas), ele é muito querido pelas crianças do locais e pelos animais, os quais muitas vezes alimentava. Ele parece satisfeito com sua vida, embora tenha uma estranha paixão: ele comparece a todos os funerais locais, conhecendo ou não o morto, caminhando e chorando junto aos outros enlutados.

Em uma noite chuvosa, ele está voltando para casa quando se depara com uma mulher chamada Collette e com sua jovem filha Nicole sentadas em um porta tentando se manter secas. Com pena ele as deixa permanecer em seu apartamento. Collette suspeita de Gigot desde o início, mas a jovem Nicole se aquece ao lado dele, demonstrando confiança.

Um dos pontos altos do filme é a cena em que Gigot faz uma pantomima deslumbrante, levando Nicole à igreja apenas para descobrir que ela não é batizada e que é completamente ignorante sobre a igreja e sobre Deus. A pequena Nicole aponta para um crucifixo e pergunta a Gigot quem era ali na cruz.

Gigot, claramente triste pela incapacidade de falar, resolve contar a história de Cristo a encenando para Nicole, começando com Maria segurando o menino Jesus, passando por sua infância e indo até o horror da crucificação. Quando Gigot abre os olhos ao final de sua encenação ele vê Nicole olhando para ele com uma lágrima em seu rosto. Nicole, em seguida, olha para o crucifixo e lança um beijo para Cristo na cruz.

Depois disso Gigot entretém a menina, às vezes dançando ao som de sua velha vitrola, e em outro, vestindo-se como garçom para alimentar seu rato. De fato ele se torna o guardião de Nicole, inclusive andando ao lado dela na escola para se certificar que ela não caia ao correr. É este zelo que que o leva a fazer com que Collette evite se aproximar de um homem em uma praça perto da escola (ela era prostituta). Gigot foi então espancado pelo homem, que estava frustrado.

Furiosa, Collette ameaça sair com Nicole, mas resolve ficar quando Gigot alega que tem dinheiro. Sem saber o que fazer exatamente ele vai à padaria aonde costumava pegar biscoitos quebrados para dar aos pombos, e aproveitando-se da confiança do dono do lugar, relutantemente rouba o dinheiro das vendas do dia. Ele então leva Collete e Nicole às compras, comprando roupas para a menina, pagando por um bom jantar para eles. Mas os bons tempos estavam para acabar.

O ex-namorado de Collete resolve tê-la de volta, e Collete concorda. Ela quer levar Nicole com ela, mas Gigot a convence a esperar pelo dia seguinte. Ele vê Collete e seu namorado indo embora e fica arrasado. Na manhã seguinte, quando Collette volta para buscar a filha, ela não a encontra encontra e nem a Gigot.

Neste meio tempo o padeiro descobre o roubo e logo desconfia de Gigot. Todos começam a procurar por ele, mas ele e Nicole estavam em um porão abandonado ouvindo a velha vitrola enquanto Gigot dançava para a menina. O telhado do lugar acaba desabando e Gigot escapa ileso, mas Nicole se fere e fica inconsciente. Assustado, ele leva a menina para a igreja, onde o padre da paróquia chama um médico.

Pensando que a vitrola poderia ajudar a menina, ele volta para recuperá-la, mas acaba se deparando com uma multidão furiosa que desejava pegá-lo pelo roubo e pelo desaparecimento da menina. A multidão persegue Gigot até uma calha de carvão perto do rio, pela qual ele cai e não ressurge mais. A multidão imagina que Gigot está morto, e então organizam um funeral para ele. Mas Gigot não estava morto, estava apenas se escondendo.

Ele vê a marcha fúnebre e, como sempre, a segue, porém a certa distância. Quando chega a hora para o discurso, ele percebe que o funeral é para ele. De repente, uma das pessoas presentes vê Gigot, e a perseguição recomeça.

Uma das coisas interessantes sobre a história de Gigot é que ela tem muitas semelhanças com o conto “Gimpel the Fool” escrito por Isaac Bashevis Singer.

Como eu disse, foi mais um filme marcante em minha infância. É um bom filme? Li muitas coisas boas a respeito dele, e a pantomima que ele faz com certeza é espetacular. Mas não sei se uma criança compreenderia o filme muito bem.

MEME

O Yahoo liberou um novo serviço, o MEME. É sua versão do Twitter.

Como eu não gosto de modismo, aderi ao serviço que é muito recente para que esteja bombando. Não planejo ter seguidor nenhum e nem seguir ninguém. O meu negócio é blog. Mas quem sabe eu não ache alguma utilidade para isso no futuro?

Meu endereço lá é http://meme.yahoo.com/danielpaixao/

O ÚLTIMO GUERREIRO DAS ESTRELAS

“The Last Starfighter”, de Nick Castle, 1984, 101min
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0087597

Podia jurar que já havia escrito a respeito deste filme aqui no blog antes, mas não achei nada.

“O Último Guerreiro das Estrelas” é, para mim, um marco. Como todos os filmes da minha infância, não se acha ele em lugar algum exceto na Internet.

A trama é bastante revolucionária para a época do filme, 1984. O mundo estava encantado com a primeira geração de vídeo-games, o Atari. Arcades e fliperamas eram bastante desejados pela molecada, e eram icônicos como ainda o são hoje.

Um rapaz chamado Alex mora com a mãe e o irmão em um acampamento de traillers. A vida deles é um pindaíba só, e ele vive ajudando o pessoal do acampamento fazendo pequenos reparos no lugar. Ele sonha em ir para a faculdade com a namorada, mas as coisas não dão muito certo para ele.

A única coisa que o rapaz faz de bom e que o ajuda a superar aquela situação é jogar um arcade que ninguém sabia como havia ido parar lá. O nome da máquina era “O Guerreiro das Estrelas” (The Starfighter), e no jogo ele era o atirador de uma nave espacial avançadíssima que lutavam contra alienígenas ruins. Alex era muito bom, e numa noite enquanto discutia com a namorada sobre o futuro, ele bate o recorde da máquina e todo o acampamento festeja.

As coisas ficam estranhas quando um sujeito em uma limousine hi-tech aparece e peque que ele entre. A limosine se transforma em uma nave espacial e leva Alex a uma base alienígena aonde ele descobre que a história do jogo é real. O arcade era na verdade um módulo de treinamento e detecção de atiradores em potencial, e ele havia sido recrutado para ser um guerreiro das estrelas.

O negócio é demais para o rapaz, que desiste. Ele volta para casa e vê que o cara que o havia levado havia deixado um robô clone dele no seu lugar enquanto ele estava fora, e este robô é uma das coisas mais divertidas e legais do filme.

Os alienígenas ruins atacam a base dos guerreiros das estrelas por causa de um maldito traidor, e todos são mortos exceto um piloto, que não tinha atirador. Alex passa a ser perseguido por um caçador de recompensas mas o homem que o havia levado inicialmente aparece e é ferido mortalmente. O robô clone de Alex se sacrifica e salva Alex, e este por sua vez volta com o homem moribundo à base dos Guerreiros das Estrelas para ver o que havia acontecido.

O piloto que havia sobrado, um ser meio reptiliano, lhe diz que estava desenvolvendo uma nave revolucionária que era muito poderosa e que podia lutar contra as forças inimigas, mas ele precisaria de um atirador. Alex aceita depois que o piloto lhe diz que se eles não fizessem nada a Terra seria invadida também mais cedo ou mais tarde.

O filme habitou minha mente por muitos anos. Sonhava com uma nave vindo me pegar para ser o herói da galáxia e fazer algo grandioso. Me deu muito combustível para a imaginação.

Este filme também mostra o arco completo do herói clássico, que tem que sair de sua zona de conforto, enfrentar perigos, realizar uma tarefa, vencer o desafio final e então voltar à paz. É mitológico como todo filme do gênero portanto. E por isso mesmo, é capaz de gerar identificação imediata com que o assiste.

MERCENÁRIOS DAS GALÁXIAS

"Battle Beyond the Stars", de Jimmy T. Murakami, 1980, 104min
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0080421

“Mercenários das Galáxias” é mais um filme da minha infância que consegui rever estes dias graças à Internet. Não adianta procurar o filme em VHS, DVD ou o que você imaginar: ele simplesmente desapareceu do mercado brasileiro, se é que ele realmente aportou por aqui fora as exibições do filme na Sessão da Tarde na década de 80. Só graças à Internet é possível rever estas pérolas.

A trama é bastante simples: no planeta Akir os habitantes pacíficos são invadidos pelo terrível ditador Sador. Shad, um rapaz do planeta Akir, é escolhido pelo povo para vagar pelo espaço e contratar mercenários que os ajudem a combater o vilão, com direito a uma guerreira valquíria, um cowboy espacial e os Nestor, uma raça de indivíduos que é apenas um, com uma consciência coletiva.

Se o esquema “vilão domina fracos que buscam mercenários para se defenderem” lhe parece familiar, saiba que é proposital. O filme foi baseado na mesma trama do clássico japonês “Os 7 Samurais”, se Akira Kurosawa. Aliás o planeta se chama Akir justamente como homenagem do produtor deste filme, Roger Corman, que é conhecido como “O Rei dos Filmes B”. Outra coisa interessante é que a direção de arte deste filme é de ninguém menos que James Cameron (Titanic, Avatar, Terminator, Aliens). Lógico em em início de carreira.

O filme é típico daqueles filmes loucos e descompromissados dos anos 80, um clássico trash para muitas pessoas. Algumas cenas marcantes do filme são a nave que o herói pilota e que parece um alce e tem um computador com opiniões bem definidas sobre um monte de coisas, os alienígenas Nestor que são um só ser, o cowboy espacial divertido e a cena em que o vilão implanta a mão de um dos Nestor e quase é morto por ela porque os outros Nestor podiam controlá-la, obrigando-o a amputá-la. Outras cenas engraçadas são a Valquiria ensinando uma garota como conseguir um homem e também a cena em que é sugerido ao rapaz Shad fique em uma base espacial e passe a vida copulando com a filha do chefe do lugar.

No âmbito mitológico pode-se ver ainda o arco completo do herói clássico, que tem que sair de sua zona de conforto, enfrentar perigos, realizar uma tarefa, vencer o desafio final e então voltar à paz.

De qualquer forma, é um filme que me marcou muito a infância, e redescobri-lo foi muito divertido.

POR QUE ESTA DOR?

Tem gente que me pergunta: “se você é crente e acredita em Deus porque é que ele deixou você ficar com esta doença e com todas estas dores?”.

O primeiro fator é físico: causa e consequência.
Eu posso ter desenvolvido esta doença (que nem sei ainda o que é, pois o diagnóstico só virá daqui a umas duas semanas, com o exame) simplesmente pelos meus hábitos errados de alimentação. Ou seja: fiz besteira e Deus não tem nada a ver com isso, porque não está escrito em lugar nenhum que ele ia nos livrar das dificuldades da vida. Na verdade estas dificuldades são, muitas vezes, necessárias para o nosso próprio desenvolvimento como seres humanos.

O segundo fator é espiritual: dependência.
As vezes vivemos no automático e nos esquecemos de que não somos de nada. De que dependemos da graça de Deus todos os dias (seja para as coisas terrenas, seja para as coisas espirituais). Não digo que Deus propositadamente nos dê estas dificuldades, mas é fato que todas elas (e no meu caso agora é com minha saúde) nos ajudam a despertar para a realidade de que nada somos, de que podemos morrer a qualquer instante, que estamos sujeitos a toda sorte de ferimentos, doenças, dores, violências e sofrimentos.

As pessoas dizem que o ser humano é hipócrita e só se volta para Deus nestes momentos de aperto. É verdade. Mas alguns aprendem a lição e permanecem voltados para o Senhor. A maioria ficará no automático até a próxima dificuldade, aonde se voltarão novamente a Deus, em um ciclo que para alguns pode acabar, mas que para muitos perdurará até sua morte.

Mesmo aqueles que estão voltados para Deus podem, neste momento, testemunhar com sua sobriedade e tranquilidade mesmo diante da dor e do sofrimento. Se estou conseguindo eu não sei. Mas com todas estas dores, sei que sem Deus nada sou.

DOR - QUE DESGRAÇA

Sinceramente, estas dores que venho sentindo por causa do meu "probleminha de estômago" são a pior coisa que já sofri até agora em minha vida. Depois de amanhã completará uma semana que estou assim. Acho que vou comprar um bolo pra comemorar.

Ontem a noite me surpreendi porque ao deitar não senti quase dor alguma. Estava quente,muito quente, então deitei sem camisa, coberto só pelo lençol. Cerca de uma hora depois acordei com frio, e dor, muita dor. Meu diafragma se contraiu porque senti um pouco de frio, e eu não conseguia falar nada, só gemer. Minha esposa preocupadíssima me viu levantar, vestir minha camisa do pijama, pegar o edredom e me cobrir com ele. A dor passou.

Agora de manhã chego aqui no serviço me sentindo quase que 80% bem, até que de uma hora pra outra, lá pelas 08h30m uma dor do lado direito (antes era tudo no lado esquerdo) começa do nada. Não conseguia respirar de novo, sentia pontadas de uma dor insuportável. Comecei a respirar muito curto. Comecei a beber água, tomei um chá, me vesti com um casaco pensando que era frio de novo (no meu serviço faz frio agora porque arrumaram o ar condicionado, graças a Deus). Nada.

Como a respiração estava curta, fiquei com falta de oxigênio no sangue. Adivinha o que aconteceu? Eu me debrucei para frente, quase tocando o teclado com minha cabeça. Uma pressão imensa se fez sobre minha cabeça. O ruído de fundo do escritório foi baixando, porque meus ouvidos foram parando de funcionar. Um silêncio doentio se fez. Meu corpo todo ficou inerte, frio, formigando. Eu estava desmaiando.

Não sei se é força de vontade ou burrice. Mas fui falando pra mim mesmo “Não desmaia aqui, porra! Não desmaia, que vai ser o maior vexame, não desmaia!!!”. E eu não desmaiei. O nosso organismo é mesmo fenomenal, né? E é bom ver que estes mecanismos de segurança estão funcionando bem em mim, porque eu nunca desmaiei na minha vida, e essa foi praticamente a primeira vez.

Depois deste episódio imediatamente meu corpo todo começou a transpirar, minha pressão caiu e eu fiquei lesado por cerca de uma hora. Sem que ninguém ao meu lado notasse. Agora são 11h51 e eu estou bem melhor. Sabe o que era a maldita dor do lado direito? GASES! Dei um mega arroto depois de fazer uma massagem em sentido horário no estômago (meu vizinho de trabalho me disse que na medicina chinesa eles fazem a massagem nesse sentido porque é o sentido do fluxo natural do nosso intestino).

Tudo isso por causa desse probleminha gástrico. Olhe, siga minha recomendação: não coma refeições grandes e dê preferência por refeições menores e mais constantes, não tome (muito) café, não coma (muitos) alimentos gordurosos. Coma legumes e verduras. Faça um esporte que goste, mesmo que seja tênis de mesa. Não exagere nas bebidas alcoólicas. Não fume. Tente se regrar. Porque essas dores, como já disse antes, eu não desejo pra ninguém. Só quem tem é que sabe como se sofre.

Ainda não tenho certeza se meu problema realmente é refluxo e gastrite (só vou saber depois da endoscopia), mas o caso é que eu ando com uma prisão de ventre fenomenal e muitos gases. Por isso passei no mercado hoje e comprei 1kg de granola e ameixas. Fibra mais laxante natural. E junto com isso, luftal.

Agora eu tenho que desentupir!Justificar